A Páscoa e Seu Significado Para os Cristãos

A Páscoa foi instituída por Deus ainda no Antigo Testamento, encontrada pela primeira vez em Êxodo 12, que no original hebraico “Pessach”, significa “passagem”, ou seja, um memorial que deveria ser celebrado a partir daquela data por todas as gerações futuras, em razão da passagem de Deus para libertar o povo hebreu da escravidão egípcia.

Muito resumidamente, o Senhor ordenara que cada família hebréia tomasse um cordeiro ou um cabrito sem defeito, de um ano de idade, e o sacrificasse. O sangue deveria ser usado para marcar as entradas das portas das casas de forma que ao se cumprir a décima praga (morte de todo primogênito da terra do Egito), fossem poupados os filhos mais velhos do povo de Deus. Assim foi feito e todos os primogênitos daquela nação foram mortos, inclusive animais, com exceção apenas para quem tinha a marca do sangue que separava os que viveriam, daqueles que haviam de perecer.

Depois desse último sinal de poder dado pelo Deus único e verdadeiro, Faraó, que também perdera seu filho, não mais se opôs a saída do povo de Israel com todos os seus pertences da terra do Egito. Anualmente, o judeu ainda comemora esse livramento.

No entanto, para nós cristãos, a Páscoa tem uma conotação diferente. Mas como Deus não faz nada por acaso, existe um paralelo entre elas nos dois testamentos.

Primeiramente, devemos lembrar que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, como está em João 1:29. Sendo o Cordeiro Perfeito levantado pelo Criador, uma das suas tarefas era cumprir na integralidade (em total obediência) todas as leis judaicas para que fosse instituída a Nova Aliança entre Deus e os homens, o que, de fato, ocorreu (Lucas 24:44).

Até a morte de Jesus, animais eram sacrificados na tentativa de expurgar os pecados dos homens, porém, insuficientes. Afinal de contas, se o homem pecou, também teria de ser ele a limpar a própria sujeira.

Assim, somente Deus poderia prover para Si o sacrifício final e perfeito, o que aconteceu por meio de Jesus Cristo, Deus Filho feito homem, encarnado unicamente para execução desta árdua tarefa, trazendo o perdão decisivo para todos aqueles que aceitem o derramamento do Seu sangue no lugar do nosso.

Como o sangue do cordeiro livrou os primogênitos hebreus da morte específica causada pela última das 10 pragas do Egito, o sangue de Jesus sobre o cristão o livra da morte eterna, separação definitiva entre Deus e os homens.

Portanto, a Páscoa cristã é a mais importante de todas as festas e comemora a vitória de Cristo sobre o último inimigo que foi vencido, a morte (1 Coríntios 15:26). A nossa Páscoa é ainda mais profunda e significativa: é a passagem da morte a qual estávamos destinados para a vida, a libertação da escravidão dos pecados e redenção do homem perante Deus Pai. Assim dizem as Escrituras em I Coríntios 15:22-23 “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.”, e em I Coríntios 15:55-57 “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo”.

Jesus representa as primícias, o maior e melhor presente de Deus para os homens. De livre e espontânea vontade, injustamente e por amor, sofreu o castigo que era destinado a mim e a você. Mas, para nossa felicidade, encontra-se vivo, à direita do Pai (Hebreus 10:12-13). Como não amar profundamente um Deus assim?

Páscoa com coelhinhos e ovos de chocolate tem origem pagã. São contos da carochinha para distrair e tentar ofuscar o brilho de quem realmente merece a nossa eterna gratidão.

Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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