A Riqueza dos Ricos e a Pobreza dos Pobres

Em Provérbios 10:15-16, está escrito: “Os bens do rico são a sua cidade forte; a pobreza dos pobres é a sua ruína. A obra do justo conduz à vida, e o rendimento do perverso, ao pecado.”

Nesse Texto, Deus nos revela por meio de Salomão, escritor dessas palavras, os contrastes existentes entre a vida do justo e a vida do perverso. Em todo decorrer da narrativa, é traçado um paralelo entre a forma de vida daquele que agrada, e daquele que não agrada ao Senhor.

Deus está claramente falando de riquezas materiais, haja vista que o rei Salomão foi o mais rico do mundo em seu tempo. No entanto, o entendimento pode ser levado tanto para o lado natural quanto espiritual, que o resultado será o mesmo.

Quando ele fala que “os bens do rico são sua cidade forte”, está dizendo que o homem que possui riquezas confia nelas para seu conforto e proteção, porque insensatamente, pensa que seus recursos são mais que suficientes para suprir todas as suas necessidades e luxos. Porém, infinitamente mais favorecido é aquele que recebe riquezas espirituais por parte do Pai. Quando somos abençoados espiritualmente, temos a tranquilidade e certeza de que temos um Deus que zela pelo nosso bem estar em todos os sentidos, que realmente Se preocupa que tenhamos sempre o melhor para as nossas vidas. A pessoa que tem essas riquezas por parte do Senhor, sabe que Deus é verdadeiramente não só sua cidade forte, mas também sua torre forte, como está escrito em Pv.18:10.

Quando falamos de pobreza material, o homem pode até carecer de recursos financeiros, mas, se está com Deus, não há maior riqueza que possa desejar, pois nosso Pai Celestial se incumbe de suprir todas as faltas e não deixa que o justo passe por provações maiores que a sua capacidade de suportá-las (Salmo 37:25 e 1 Coríntios 10:13). Mas, se o homem for pobre espiritualmente, se é carente da presença do Criador, ainda que possua muitos tesouros, nenhum deles preencherá o vazio que traz dentro de si.

O contexto bíblico mostra que a maior lamentação de um homem não é aquela proporcionada pela falta de bens materiais, mas da ausência de Deus em sua vida. A pessoa que tem Deus consigo pode esperar ser alçada por Ele a qualquer momento, pois Ele mesmo nos diz em 1 Samuel 2:8 que “levanta do pó o pobre e do lixo eleva o necessitado para os fazer sentar entre príncipes, para os fazer herdar um trono de glória”, porque tudo pertence ao Senhor e assim sendo, pode exaltar a quem quiser, quando bem desejar.

No verso 16, percebemos a continuação deste pensamento quando encontramos a afirmação de que “a obra do justo conduz à vida”. Ora, não poderia ser de outra maneira. Na mesma proporção que Deus é amor, também é justiça! Se nos propomos a deixar que o Filho de Deus imprima em nossa personalidade o Seu caráter, não há outra coisa a se esperar senão realização de boas obras, porque toda a materialização do amor de Jesus se deu em obras, sendo a maior delas a Sua morte redentora na cruz do calvário.

Não há como uma pessoa que tenha verdadeiramente o amor e justiça de Cristo em seu coração praticar obras disformes à vontade de Deus. Seria incoerente e simplesmente não estaríamos falando de uma pessoa realmente convertida. Assim, tudo que vem de Deus, vem para o nosso bem estar, mesmo que não pareça assim em um primeiro momento. E tudo que Deus quer nos proporcionar é em abundância (Jo.10:10), ou seja, com toda sorte de bênçãos que possamos desejar e muito mais, porque a Palavra nos garante que “aquilo que os olhos não viram, que os ouvidos não ouviram e ainda não subiu ao coração do homem, é o que Deus tem guardado para aqueles que O amam” (1 Coríntios 2:9).

Por outro lado, tudo aquilo que uma pessoa perversa pode produzir, seja por suas mãos ou por seu coração, não tem outro resultado senão desagradar a Deus. O perverso é mau, tem má índole, desejos obscuros e voltados unicamente para sua própria satisfação. O perverso está sempre querendo saciar a sua ganância e jamais se preocupa com as consequências dos seus atos. Sente prazer na derrota ou destruição do semelhante, conhecendo-o ou não. E, sendo assim, nada se aproveita dele, simplesmente porque não se pode agradar a dois senhores ao mesmo tempo (Mateus 6:24). Ou a pessoa é, ou não é de Deus.

Confuso(a)? Não fique. Compreenda apenas que apesar de todos os nossos defeitos, Deus nos quer cada vez mais próximos dEle, para que possa se manifestar em nós o Seu imenso amor.

Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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