A Teologia da Carta de Paulo aos Romanos

As cartas de Paulo são sempre muito importantes para a teologia. Particularmente, gosto muito da Epístola aos Romanos. Profunda e ao mesmo tempo clara e inequívoca,  tem muito a nos ensinar sobre Jesus e a salvação por Ele oferecida.

Segundo os estudiosos, foi escrita entre 55 e 60dC, com cunho doutrinário de importância ímpar, colocando sobre a pessoa de Jesus Cristo toda a honra e mérito no que tange a justiça de Deus e a Salvação do homem.

No capítulo 3, verso 10, é enfatizado que “não há justo, nem um sequer”. Significa que para Deus, com exceção exclusiva de Jesus Cristo (que foi tentado em todas as fraquezas, mas resistiu a todas elas – Hebreus 4:15), ninguém que pisa, pisou ou ou venha a pisar nesta terra pode ser considerado exemplo a ser seguido, eis que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). No entanto, somos “justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”, que em outra palavras, quer dizer que o nosso resgate (ou perdão) vem unicamente do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1:29).

Mas, se Jesus nos resgata, somos resgatados do que, ou de quem? A resposta está em Gálatas 3:13 “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar”. E a “maldição da lei”, simplificamos, é a morte a qual estávamos destinados em razão da nossa natureza pecaminosa, “porque o salário (a paga, contra-prestação) do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Por isso, Jesus foi morto no nosso lugar, para que pudéssemos ser poupados da justiça de Deus. Assim, na continuação de Romanos 6:23, temos a maravilhosa solução do nosso Criador para esse dilema, ao afirmar que apesar do nosso destino ser a morte, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Portanto, Paulo nos evidencia nesta epístola que nenhum homem pode ter seus pecados justificados (ou remidos) pelas suas boas obras (no sentido de que uma boa obra seja capaz de justificar uma falha, erro ou pecado), porque apenas Jesus conseguiu cumprir todos os mandamentos da Lei Mosaica (ser bom e fazer boas coisas, ou boas obras). Nesse passo, ninguém pode ser salvo por si mesmo, nem em razão de qualquer boa obra que praticar nesta vida. Isso é simplesmente impossível ao homem. Dessa forma, o “dom” (ou presente) gratuito de Deus é a vida em abundância proporcionada pelo Senhor Jesus (João 10:10).

Então, se não somos salvos por obras, de que forma somos resgatados da morte? O mesmo Paulo nos da a resposta na carta aos Efésios 2:8-9, ao afirmar que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é um dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie”. E por “graça” devemos entender como “favor imerecido”, ou seja, mesmo com total ausência de mérito, ainda assim, por amor, o nosso Pai Celestial nos providenciou a salvação por meio da morte de Seu Filho, Jesus.

Todavia, sendo um “presente”, precisa ser aceito. Não por imposição, mas, em reconhecimento que somos imperfeitos e consequentemente, carecedores do Seu amor e misericórdia.

Em Romanos, capítulo 10, verso 9, está escrito: “se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. E o verso 13 diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Já o apóstolo Pedro, confirma em Atos 4:11-12, que não existe entre os homens, nenhum outro nome além de Jesus Cristo, pelo qual valha a pena sermos salvos.

E você, deseja confessar (em alto e bom som!) Jesus como Senhor e Salvador da sua vida? O que acha de aceitar este presente tão especial de Deus? Esta é uma excelente oportunidade! Basta repetir com sinceridade e fé esta simples oração: “Senhor Jesus, eu (nome), O aceito como único Senhor e suficiente Salvador da minha vida. Perdoe os meus pecados, entre em meu coração e faça habitação em mim. Mude por completo o meu ser e me faça segundo o Senhor deseja que eu seja.”.

O que Jesus promete é forte e digno de muita alegria: “todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32).

A honra, glória e louvor sejam dados exclusivamente a Jesus, para todo o sempre, amém.

Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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