Deus e a Soberba

Em Daniel 5:20-21, Deus nos fala claramente como abate o orgulho dos homens. A Palavra é forte, mas com muita sabedoria: “Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer a erva como os bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele.” (Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel em http://www.bibliaonline.com.br/acf/dn/5).

O mesmo princípio é encontrado em vários outros lugares no Texto Sagrado, como por exemplo em Tiago 4:6, que afirma“Porque Deus resiste os soberbos, mas aos humildes dá graça”. Ezequiel 31:10-11 e Isaías 2:6-12, também falam sobre o mesmo tema.

O orgulho, conceito elevado e exagedo de si próprio, tem suas raízes no sentimento deturpado de poder, riqueza e realização. É importante notar que a mencionada “riqueza” não é apenas no sentido de se ter bastante dinheiro, apesar de que também está incluso esse conceito. Mas existem outras formas e motivos de orgulho tais como posição social, habilidades (físicas e mentais), desenvoltura, beleza, títulos, conhecimento, etc. A lista de coisas que podem motivar este sentimento é praticamente infinita.

O maior de todos os soberbos sem dúvida é Lúcifer, cuja inteligência, formosura e poder estão retratados em Ezequiel 28:11-19. Por causa de tão vil sentimento, pensou que poderia se tornar semelhante ao Altíssimo, o que provocou sua queda e eterno afastamento do Senhor, segundo o que nos relata Isaías 14:12-17.

No Novo Testamento, o orgulho é no grego, huperephanos, que significa “mostrar-se acima”, “mostrar-se a si mesmo”, “aparecer em preeminência”. Não significa que os outros terão que olhar para cima para falar com uma pessoa soberba, pois, ela mesma se coloca sobre um pedestal falso, imaginário. Por sua vez, os psicólogos dizem que o orgulho é na verdade uma marca de inferioridade interior, insegurança e incerteza. O que as pessoas que têm essa característica fazem é tentar compensar a inferioridade com o excesso de ênfase, exibindo qualidades que elas pensam que possuem e que levará outros a pensar bem delas.

Este sentimento desmedido de autovalor é totalmente relativo porque cada pessoa pode definir seu próprio padrão de comparação (ou nem mesmo tê-lo), independentemente de suas reais realizações. Assim como o preguiçoso que em sua vaidade pensa ser mais sábio do que sete homens que respondem bem (Provérbios 26:16), somos capazes de nos enganar diligentemente em qualquer verdade que desejamos acreditar.

Mas, o grande problema é a consequência de tudo aquilo que plantamos, pois assim nos garante a Palavra: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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