Filhos de Deus

Em Mateus 5:9, está escrito: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.”

A maioria de nós não está muito disposta a conciliar pessoas em conflito. Isso é muito triste, tendo em vista que Jesus afirmou literalmente que pessoas que procuram estabelecer a paz serão chamados “filhos de Deus”. Há de concordar que é um status ou “título” excepcional, mas nada fácil obtê-lo!

A ideia de paz ensinada por nosso Criador gira em torno da forma como vivemos. Foi o comportamento de Adão e Eva que quebrou a paz entre o homem e Deus. A conduta violenta de Caim quebrou a paz existente entre ele e Abel, e principalmente com Deus. Como acontece com todos, nossa conduta diária é capaz de criar ou quebrar a paz. Nós optamos, somos responsáveis pela paz ou guerra existente ao nosso redor.

Paulo, conhecendo muito bem este precioso princípio, nos instruiu: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” (Romanos 12:18). A exortação de Paulo implica que, longe de ser uma tarefa simples, haja vista a própria natureza humana, devemos nos esforçar para manter a paz com todos. Para isso, devemos deixar que seja manifesto em nós o Fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23), em especial o amor, porque por meio dele, todos os demais acontecem naturalmente.

Embora a natureza humana nos impulsione a quebrar a paz, faz parte dos cristãos, como filhos de Deus e novas criaturas (2 Coríntios 5:17), garantir que nossas condutas não produzam queixas contra nós (Mateus 18:7). Em primeiro lugar para estarmos em paz com Deus, o instituidor da “norma”, logo depois, com as demais pessoas que nos cercam, pois é impossível ser feliz enquanto envolvidos em problemas e outros distúrbios.

É bem verdade que alguns irmãos, mesmo sendo filhos de Deus, são mais sanguíneos e voltados às discussões e polêmicas do que outros, mas nosso dever é nos jogarmos aos pés de Jesus, em busca de força espiritual para conter nosso orgulho, e principalmente, ter nosso caráter mudado. Paulo adverte: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira;” (Efésios 4:26). Apesar do orgulho ser um grande fundamento para a maioria das disputas, alimentar a raiva (ou ira) dentro de nós é frequentemente o primeiro sinal de que a paz está prestes a ser quebrada. Por isso, a advertência de Paulo é tão oportuna em nossas vidas.

Na citação acima, Paulo usa a primeira frase do Salmo 4:4, em seguida, modifica-a para que assuma uma posição prática e imediata. E podemos ser ainda mais claros: “se por acaso irar, não deixe que o dia termine sem antes ter perdoado seu irmão”. Medite na continuação deste Salmo: “Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Senhor.” Salmo 4:5. Foi exatamente o que fez nosso Salvador quando insultado e vilipendiado por aqueles cuja ira havia despertado. Observe o testemunho de Pedro:

“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano; sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;” (I Pedro 2:21-23).

Ao seguirmos o exemplo de Cristo, logo nos vemos sem adversários. Afinal de contas, não se pode brigar sozinho. Além disso, nada melhor a fazer do que deixar Deus ser nosso Juiz, porque Ele sim, julga nossa causa com Justiça!

Pense nisso e descanse na paz de Jesus!

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Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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