Imortalidade x Vida Eterna

O nosso texto de hoje se baseia em Romanos 2:5-7. Vejamos o que diz a Palavra de Deus:

“Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento.Deus “retribuirá a cada um conforme o seu procedimento” (62.12; Pv 24.12). Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade.” – Versão NVI em http://www.bibliaonline.net/biblia/?livro=45&versao=17&capitulo=2&leituraBiblica=&tipo=&ultimaLeitura=&lang=pt-BR&cab=

Observe que Paulo separa a “imortalidade” da “vida eterna”, como se fossem duas situações diferentes. As palavras certamente compartilham uma ideia comum, isto é, ambas indicam um período infinito. Imortalidade significa simplesmente “existência sem fim”, que não pode morrer.

No entanto, a “vida eterna”, como utilizada por alguns escritores bíblicos, inclui a “imortalidade”, mas devemos estar atentos às diferenças entre as duas palavras, pois, infelizmente, em muitas mentes, a “imortalidade” corresponde exatamente a “vida eterna”, o que não é verdade.

Uma boa maneira de ilustrar o que queremos dizer é fazer uma analogia aos mitos gregos, com seu panteão de deuses. Nesses mitos, os deuses tinham a imortalidade, que por definição, não é a vida eterna descrita na Bíblia: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste.” João 17:3.

Quando nos referimos a imortalidade falamos apenas de vida sem fim, sem mencionarmos qualquer profundidade em sua qualificação. Os deuses gregos deliberavam, reagiam, tinham paixões e atitudes exatamente como os seres humanos, meros mortais e imperfeitos em sua natureza. Já a vida eterna, no sentido bíblico é a vida vivida da forma como o nosso Senhor Jesus vive. A palavra “vida” faz toda a diferença no contexto de diferenças entre os dois termos em análise. Como nosso modelo é Jesus, Ele aponta para a totalidade da vida, que já possuímos em princípio. Para colocar esta análise em um ambiente mais humano, temos que a vida eterna é viver a vida em sua plenitude, de acordo com o que Deus já nos têm preparado. Assim, podemos entender que os demônios, assim como os deuses gregos, têm a imortalidade, mas não a vida eterna.

Jesus nos ajuda a entender quando diz: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.” (João 5:24). Observe que quem acredita já passou da morte para a “vida” eterna. E podemos ligar este texto ao de Efésios 2:5, onde está escrito: “(…) estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), (…)”. Antes do nosso arrependimento e conversão, Deus nos vê como mortos, apesar de estarmos fisicamente vivos.

Apesar de inicialmente possuirmos uma vida animal, antes de Deus nos chamar à salvação estamos totalmente inconscientes da vida espiritual com Ele, assim como aqueles que estão fisicamente mortos estão inconscientes das alegrias, cuidados e diversões da vida terrena. Eles não podem ouvir música, não desfrutam de boa comida, não podem contemplar a beleza, não têm consciência nem mesmo de pessoas eventualmente pisando em seus túmulos! Do mesmo modo, antes de entregarmos nossa vida a Jesus, o verdadeiro dono, estamos alheios a beleza da santidade, da alegria do porvir, da abundância que Deus em nossas vidas, da paz, honra e glória que Sua maravilhosa presença nos proporciona. Quando aceitamos Jesus como único e suficiente Senhor de nossas vidas, expandimos nossa consciência a uma nova dimensão que nunca antes sonhamos existir: eterna e de VIDA inesgotável.

Pastor Evangélico, Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger.

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